segunda-feira, 12 de março de 2012

O que é Diligenciamento?


No meu conceito diligenciamento é a pratica em que profissionais sejam eles contratados ou terceirizados realizam follow-ups por meio de telefonemas ou visitas técnicas aos fornecedores de produtos ou equipamentos, com o intuito de atender a um cronograma previamente acordado entre o comprador e o fornecedor.

Diligenciar significa não só a coleta de status, mais também uma analise aprofundada dos riscos em não atingir a datas acordadas durante o processo de fabricação.


Durante minha experiência atuando em diligenciamento passei a compreender os motivos dos atrasos que acarretam em multas contratuais pesadas ao cliente:

Vamos abordar uma a uma nesse blog

Todo o diligenciamento deve começar durante a negociação comercial, prazos estipulados erroneamente, certamente não serão corrigidos durante a fabricação, em muitos casos fornecedores estão trabalhando acima da sua capacidade de fabricação e negociam datas improváveis de serem atingidas.

Por hoje é só pessoal prometo que  continuarei a trabalhar nesse tema



12 comentários:

  1. Concordo! O Diligenciamento é uma das atividades vitais para assegurar o cumprimento dos cronogramas de fabricação. Profissão ainda pouco divulgada mais de extrema importância nos processos produtivos em geral!

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  2. Obrigado pela participação Favius e por contribuir com esse assunto.

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  3. Um diligenciamento eficiente pode evitar muitos transtornos durante as obras, bem como corrigir potenciais desvios sobretudo de prazo e qualidade durante o processo fabril. Por isso um diligenciamento pode se tornar também uma auditoria do processo de seu fornecedor.
    Há um mito ou um tabu a ser quebrado sobre como proceder com o diligenciamento, pois muitos ainda acreditam que basta apenas telefonar para seus fornecedores, mas isso é apenas uma parte do diligenciamento (Desk Expediting) e deve ser conciliada com o diligenciamento in loco e em alguns casos sendo executado aleatoreamente, ou seja, de surpresa, sem que o fornecedor lhe espere em determinado dia ou horário (desde que você esteja contratualmente coberto para isso).

    Rodrigo P. Silva
    Inspection & Expediting
    Outotec Brazil

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    1. exatamente isso Rodrigo, se o diligenciamento for na categoria C é excelente, isso nos proporciona maior oportunidade de interação e previsão de questões que alterem o cronograma, porém observo que muitos Fornecedores estão contratando subfornecedores que por motivo de custo baixo correm diversos riscos. abraços.

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  4. Obrigado pelo comentário Rodrigo que por sinal foi de grande valia, concordo integralmente com você.
    A decisão de visitar um fornecedor periodicamente ou aleatoriamente sempre deve ser considerada, logicamente quando se referirmos a equipamentos ou acessórios que poderão impactar ao prazo contratual , uma das dificuldades quando se fala de diligenciamento in loco é provar o resultado positivo do diligenciamento, pois muitas vezes são creditados aos fornecedores sendo que os negativos geralmente são absorvidos pela equipe de diligenciamento, tornando o gerenciamento desse serviço muito subjetivo, por essa razão durante a visita ao fornecedor é de extrema importância a realização de analise critica dos status de fabricação x cronograma/prazo de entrega; sendo que as informações coletadas, pendências e compromissos firmados deverão ser registrados e difundidos.

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    1. Uma coisa que todos devem ter em mente é que um inspetor ou diligenciador não é milagreiro. Ás vezes se envia o profissional à fábrica na inteção de ele faça com que o pessoal de fábrica trabalhe corretamente, etc e tal, mas por ser uma pessoa externa ao processo do fornecedor, muitas vezes ele não tem muito o que fazer.
      Ouvi algo interessante que faz uma analogia ao poder de ação de um inspetor/diligenciador dentro de uma fábrica, o que compartilho agora com vocês: "A fábrica é como se fosse uma veículo sendo conduzido pelos operadores fabris que tornam-se os motoristas, enquanto nós, inspetores/diligenciadores somos apenas os agentes de trânsito. O máximo que podemos fazer é mandar parar, seguir ou emitir multas (RNC's), mas quem deve pisar no freio ou no acelerador é o condutor do veículo."

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  5. Muito boa Rodrigo.

    Concordo com você só fica o reforço que existem os agentes de trânsitos bons e os ruins.

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  6. Como diligenciador, tenho convivido com diversas situações que prejudicam o bom desenvolvimento do cronograma estabelecido em contrato, são questões de alteração de projetos, materiais e logística. Analisando essas divergências procuramos equacionar um ponto de equilíbrio.

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    1. Concordo com você Jonathas, e é por isso que acredito que alterações no cronograma devem ser discutidas e negociadas não somente com o diligenciador e sim também com o envolvimento do pessoal de Suprimentos (compras), mesmo porque quando falamos de alterações de projetos na maioria das vezes o contratos sofrem aditivos.
      O ideal nesse caso é definir as responsabilidades pelas alterações no cronograma, para que o desempenho do diligenciador não seja colocado em duvida.

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  7. O olho do dono é que engorda o porco...este é o lema do diligenciamento, são os olhos do cliente acompanhando a lisura do processo desde o fechamento do contrato até o aceite final. Sabemos que a bastante normal um fornecedor prometer datas e não cumprir pelo excesso nas carteiras, somando o "jeitinho brasileiro", torna-se também normal encarar atrasos que já começam com a documentação técnica do projeto, são desenhos, especificações, memoriais de cálculo, em seguida é a disponibilidade de matéria prima que muitas vezes não está totalmente disponível conforme o cronograma do projeto, parcialmente comprada com prazos de entrega pelos subfornecedores do contratado que muitas vezes não atendem o cronograma do cliente, assim o diligenciador torna-se a peça de importancia fundamental no andamento de um processo de compra em harmonia com o cronograma do cliente.

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  8. Parabéns pelo Post Julio!
    Show de bola!
    Continue postando artigos de alta relevância para nós!
    Um abraço!

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  9. Senhores,

    Recentemente estava fazendo uma pesquisa e encontrei este blog o que achei muito interessante. A poucos dias tive o privilégio de conhecer o nosso amigo Julio Ferreira e aproveitamos para discutir um pouco mais sobre o tema abordado acima.
    Aproveitando a oportunidade, quero deixar registrado aqui algumas palavras, complementando os comentários dos demais colegas.
    Desde quando começei atuar na área de diligenciamentos tive diversas experiências, boas e ruins, mas que fortaleceu muito o meu conhecimento. Porém de uns anos para cá, o conceito " O QUE É DILIGENCIAMENTO" está mudando na visão de algumas empresas, o que muitas das vezes acaba prejudicando a performance do profissional em diligenciamentos. Concordo plenamente com o comentário do colega Rodrigo Peixoto, quando diz a respeito dos Desk Expediting e ainda acrescento que o acompanhamento "in loco" é o que ainda traz resultados para os projetos. Em resumo, acho que ainda temos muito para explorar através dos reports por planilhas excel, relatórios fotográficos, cronogramas (excel, Project), antes de partirmos para um trabalho mais engessado via sistema operacional como já vem sendo feito por algumas empresas multinacionais. É fato que a tecnologia tem ajudado muito, mas ainda insisto no famoso diligenciador "perdigueiro", ou seja, professional dotado de grande capacidade de entrega e muito resistente. Calmo, bastante sociável e um pouco petulante em relação aos seus projetos e que trabalha com vivacidade e persistência e é curioso por natureza (muito importante para não ser enrolado pelos fornecedores). Mantém sempre o contato com o time de Sourcing para saber das possíveis variações de cada projeto. É isso.

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